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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Participei do Construindo um Sonho do SBT - Parte 9 - O Momento e a Decepção da Entrega.


A pedidos, vou escrever como foi a entrega da casa.
Pois então, como falei no post anterior, já estávamos cansadas, estressadas, eu principalmente estava muito brava, irritada, minha mãe estava uma pilha de nervos de preocupação com os cães (gente, se nós não tivéssemos levado os cães conosco, era capaz de quando voltássemos não ter mais os cães...) eles queriam que alguém da vizinhança que ficasse com os cães por R$10,00 por dia, negaram aos cachorros uma hospedagem em locais apropriados por causa do valor... Mas nós insistimos tanto a ponto de nos recusarmos de sair da cidade sem eles, foi a nossa sorte.
Bem mas, na hora da entrega só a minha avó "parecia" estar mais calma, não falava nada, não dizia uma palavra sequer, ficou na Van o tempo todo só observando as coisas. Quando chegamos na rua de casa, a rua estava toda tomada de pessoas, muita gente e o tempo fechou mesmo, a Van parou um pouco antes da nossa casa para desembarcar os cachorros que ficaram com uma produtora que nos prometeu levá-los para casa da vizinha e lá eles ficaram em segurança, pois a rua era só gente pra todos os lados. Eu esticava o pescoço para todos os lados procurando por meu noivo no meio da multidão, eu não queria ver a casa coisa nenhuma eu queria era ver meu noivo, foram 19 dias de isolamento absoluto, eu estava com muitas saudades dele, mas não achei a princípio, minha mãe só olhava para a casa da vizinha para ver se os cães estavam mesmo lá e quando descemos da Van foi aquela gritaria, gente que eu nunca vi na vida gritando meu nome, o Celso Portiolli ali na nossa frente, um frio dos caramba, eu de vestidinho, congelando e o Celso me perguntou se eu lembrava de como era a casa, a faxada da casa essas coisas. Quando comecei a responder começou a chover mesmo, daí eles começaram a contagem regressiva, mais rápida que o normal e abriram as cortinas para mostrar a casa.
Mas nem deu tempo de olhar direito e ter alguma reação, chovia bem e para não nos molhar inteiras a produção interrompeu a gravação e nos colocaram dentro da casa, no jardim de inverno na entrada. Ali não pudemos entrar mesmo na casa, mas já deu para ver a sala, e ficamos esperando a chuva passar junto com o Celso. Nisso eu aproveitei a ocasião porque ele me perguntou o que eu havia achado da casa, se eu tinha gostado porque eu estava parecendo triste ou que não tinha gostado. Então eu falei pra ele que eu estava brava mesmo, porque a Paula da produção tinha gritado com a gente na pousada, que tinha sido grossa e como que eu ia aparecer sorridente com alguém maltratando a gente?
Ele chamou o "Goiabinha" (Walter) produtor e perguntou pra ele assim:
- Goiabinha, quem é Paula?
Daí o Goiabinha respondeu: é uma moça da equipe, porque? 
Celso: Manda embora! agora eu sei porque os participantes chegam tristes e desanimados na hora da entrega da casa, essa tal Paula fica maltratando os participantes, manda embora!
Pra vocês verem, nem o Celso Portiolli conhece o pessoal da equipe dele, mas nessa hora eu senti firmeza nele. Nisso a chuva passou e nós voltamos lá pra rua para gravar tudo de novo... Nós saindo da Van, o Celso fazendo as perguntas de como era a casinha antiga e a contagem regressiva e se abriram as cortinas e nós tínhamos que fazer cara de surpresa!!!! óóó.... a Casa era muito, mas muito diferente da nossa por fora, era muito grande, com um telhadão, e eu de cara reparei nas grades da casa, no lugar de muro eles colocam grades né, para casa aparecer mais, mas as grades eram super largas, os cachorros passariam por ali tranquilamente, iam fugir com certeza, foi o a primeira coisa que passou na minha cabeça. Parece incrível né gente, mas dá tempo de pensar nesses detalhes, e a minha reação foi de preocupação, espanto, surpresa mesmo! Daí sim fomos levadas para dentro da casa, é tudo muito rápido, mas feito por partes.
1º entramos no tal Jardim de Inverno, primeiro entra o cameraman, e vai nos filmando, o Celso faz as perguntas de praxe, se nos lembrávamos de como era antes e bla, bla bla, mas se não ficarem boas as respostas ou a nossa cara de alegria tem que filmar de novo.
Quando entramos na sala, putz que decepção, ele colocaram um piso de carpete de madeira BRANCO!!!! na casa inteirinha... numa casa com quintal de grama e terra, onde tem cachorros que são acostumados dentro de casa!!!! ninguém pensou nisso não? eu pensei na hora! bati o olho e pensei: putz vai dar um trabalho filha da p... pra limpar isso aqui todo dia; mas tudo bem vamos lá, ele mostrou o sistema de ascender e apagar a luz com controle remoto que teve de ser gravado umas 10 vezes até funcionar porque estava com mal contato, daí o Celso reclamou que atava difícil continuar a agravação daquele jeito... E lá fomos para o banheiro que era ridículo, minusculo, sem espaço e sem um armarinho para guardar nada, não vi nem um lugar para pendurar as toalhas, nada na casa é funcional, a arquiteta ou arquiteto não pensou em absolutamente nada para ser usado, só para ser bonito, o box do banheiro não tinha um piso adequado antiderrapante para quando molhar não escorregar, nem um suporte de apoio para segurar, tendo em vista que uma idosa de 79anos deficiente física iria utilizá-lo... nada foi adaptada para ela , nada! sem falar que quando o Celso foi fazer a propagando da tampa do vaso sanitário que abre e fecha vagarosamente ele abriu a tampa do vaso e tinha um "mijão" bem amarelo lá no vaso, daí ele xingou de novo! chamou o produtor, não me lembro se foi o Goiabinha ou o Melo e disse que não ia mais gravar, o que era aquilo? onde já se viu? e quando foram dar a descarga, não funcionou porque o registro estava fechado, mas tinha um motivo para estar fechado.... depois eu conto, só sei que trouxeram um balde com água e jogaram no vaso para fazer a filmagem de novo, e nós com aquele sorriso amarelo...
Sinceramente gente, até hoje, mais de 1 ano depois eu não tive coragem de ver a filmagem, tenho DVD aqui, mas nunca quis ver, e eu não me lembro exatamente qual quarto vimos primeiro, mas minha avó estava tentando quebrar aquele clima chato que pairava no ar brincando muito com o Celso, ela percebeu o nosso sentimento (meu e de minha mãe), minha avó estava com muita dor, ela não conseguia falar direito, por causa da dentadura que ela estava usando na entrega, mas mesmo assim ela brincava, ela reclamava para mim no meu ouvido que sentia gosto de sangue na boca (era da gengiva que estava machucada), e por último fomo para cozinha, bonita, mas só bonita, porque nada ali era funcional, os armários foram colocados numa altura que nem eu, nem minha avó alcançávamos para abrir as portas, o fogão estava lá só de enfeite, pois não tinha mangueira, não tinha botijão, não tinha nada! os armários pareciam recheados de coisas, mas só "parecia". Vocês não vão acreditar, mas eles colam com durex as coisas da Zaelli nas portas dos armários, para dar a impressão que ele está cheio, mas no fundo, dentro dos armários mesmo, estava tudo vazio, e a propagando de 1 ano de cesta básica de graça de presente só serviria se nós comêssemos 12 pacotes de sagu e 4 de feijão, com uns 10 sacos de farofa pronta e 2 pacotes de arroz, Tinha lá uns dois vidros de azeitona, um de azeite, um de óleo e mais nada!
Saindo da cozinha eles foram nos levar para a lavanderia. Para quem acompanha a saga, vão se lembrar que eu contei que eles prometeram que não iam mexer na edícula da minha mãe que já estava pronta, inclusive com armários embutidos, fofão geladeira, tudo, prontinha para morar com tudo novinho.... pois é, eles não cumpriram com a palavra, eles só não demoliram a edícula, mas acabaram com ela! tirara todas as coisas de minha mãe, colocaram uns armários pretos e uma máquina de lavar e mostraram como lavanderia! tiveram a capacidade de tirar as grades, as venezianas do quarto e trocar por vitros quebrados, que não fechavam e pintaram tudo porcamente de branco, tudo que estava envernizado, do nosso gosto, com nosso sacrifício eles estragaram! o banheiro e o quarto eles nem colocaram no ar, pois os funcionários usaram a edicula e quebraram o box, o gabinete da pia do banheiro, riscaram o piso todo da edícula, subiram no forro e roubaram tudo que havia lá em cima, ferramentas, caixas de sobras de pisos e revestimentos que minha mãe tinha comprado em ponta de estoque e comprou uma caixa a mais de cada um para ter de reserva, roubaram tudo! as janelas não fechavam, as portas estavam inchadas pois a tinta usada não era para madeira... um terror! daí não deu mais para fazer cara de alegre. Me desesperei, vi a tristeza no rosto de minha mãe, e pensei comigo: o que eu fui fazer... eu destruí o sonho da minha mãe.
Como era natal por último foi filmado conosco uma ceia de Natal, tudo frio, e tínhamos que comer e fazer cara de gostoso.
Fomos então lá para fora novamente para participar da prova do carro, e graças a Deus que minha mãe conseguiu girar a chave certa de ganhamos o carro quando faltava 7 segundos para o final do tempo. O carro foi nossa salvação para os gastos com a casa que estavam por vir....
O carro não fica com a gente não viu, aquele carro que aparece na filmagem, é só para filmagem mesmo, o carro que ganhamos só chega 90 dias depois.
Depois que ganhamos o carro soltaram fogos, vi meu noivo com meu tio e meu primo que estavam na frente da casa e pudemos então nos abraçar, para mim aquele foi o momento mais gostoso de todos. o Celso desaparece, sem nem se despedir, os produtores nos falam para não deixar ninguém entrar na casa, a não ser os parentes, e somem, simplesmente somem depois da prova do carro.
Ficamos lá ao Deus dará, sem nossas coisas, porque os itens que tem dentro da casa não dá para morar, precisávamos de nossas roupas, nossos pertences, tudo lá é só para mostrar na TV, e não tínhamos dinheiro, gás, roupas, nada! pegamos os cachorros na vizinha que nos emprestou uns panos de chão para limpar os pés, uma garrafa de café pq não tinha como fazer uns baldes, um rodo, pois as coisas funcionais, nada tinha; eu e meu noivo fomos fazer uma sopa e pagar umas roupas na casa de minha tia Cida. Os cachorros presos dentro da casa, sem poder sair, pois eles iam fugir, barro pra todo lado, uma chuva e um frio....
Mas essa cena que vou descrever agora é a que mais me comove, eu entrei na edícula, toda vazia, minha mãe sentada no chão da sala, chorando, dizendo que ela pensou que eles não iam mexer na edícula, no canto dela.... um choro tão sentido, tão profundo que me fez doer na alma ter escrito a carta, foi então que eu comecei a chorar, e a vó falava assim pra mim, não chora filhinha, agente só tem que fazer uma nova história pra essa casa tb, assim a gente vai aprender a gostar dela.
Isso, eu carrego até hoje, o remorso, o arrependimento, tudo que passamos e perdemos, pois eles não devolveram nossas coisas, nos ameaçaram, e nada paga uma história de vida num lugar onde crescemos, e vivemos uma vida inteira.
Fomos roubadas, enganadas, amaçadas e prejudicadas de todas as formas, principalmente emocionalmente e financeiramente, mas isso eu conto no próximo post. Ah! a casa é uma bosta, só é bonita pq aparece na TV, mas tudo e mal feito, e isso eu tb conto no próximo post, mostro até as fotos!
Abraços!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Meu Sumiço - Desculpas

Queridos amigos e amigas, cá estou eu para pedir desculpas pelo meu sumiço... Nunca pensei que seria tão difícil conciliar um blog com trabalho, casamento, tarefas cotidianas etc..
Como sabem eu trabalho em uma escola, e nessa época, final de ano a escola se transforma numa máquina de liberar papéis, é uma loucura...
E como boa dona de casa, lavar, passar, limpar e arrumar a casa, estender roupas, cuidar dos cãezinhos, ir para cidade do marido todo final de semana (mas antes, fazer as unhas, depilação,arrumar o cabelo, essas coisas, rsrsrs)e dar aenção para mamãe com quem ainda moro, toma o pouco tempo que me resta fora do expediente...
Quando tomo banho a noite e penso que vou sentar e escrever aqui, bate aquele sono que nem a temporada do Dr. House que eu adoooro me mantém acordada...kkk.
Eu sei que estou em "dívida" com vocês, principalmente com quem acompanha a saga do participei do construindo um sonho e como organizei meu casamento, mas prometo escrever em breve. Não me abandonem!!! por favor...
E aguardem: vou lançar um blog novo somente sobre casamento, espero dar conta! rsrs
Abraços

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Eu faço a Diferença para os animais!

Oi super amigos e amigas que seguem meu blog e aqueles que visitam.
Hoje eu estou muito, mas muito feliz mesmo!
Recebi da ONG de Caçapava- SP um e-mail que falava sobre um projeto que acaba definitivamente com o sofrimento e abandono de nossos amados animais.
Tudo que me leve a uma solução eu leio, e confesso que até hoje nunca tinha me surpreendido com uma solução tão simples e tão eficiente como esta.
O Sr. José Franson de  Tatuí - SP, foi quem desenvolveu e terminou o projeto há apenas uns dias.
Que Deus o abençoe muito!
Eis o resumo do projeto:

Projeto “Postos Veterinários de Proteção aos Animais”

Solução definitiva para o sofrimento dos animais abandonados


RESUMO 

1 - A execução do projeto postos veterinários de proteção aos animais soluciona definitivamente o sofrimento dos animais abandonados, sem aprisionar nem matar animais nos canis municipais CCZ - Zoonoses. 

2 - O modelo de gestão atual baseado nos canis municipais CCZ, aprisionando inocentes em masmorras, são medievais, ultrapassados, antiéticos, incompatíveis com sociedades civilizadas. Os abrigos de Ongs e particulares estão todos lotados, não representam solução definitiva. 

3 - O projeto prevê três iniciativas para atingir o objetivo. 


A - “Esterilização inicial de ajuste” planejada geograficamente, em curto espaço de tempo, de 80 % das fêmeas de cães e gatos do município, inclusive área rural. Levantamento pré-execução e acompanhamento permanente, matemático e eficaz após o final das esterilizações, evitando que o abandono volte. Limitando os nascimentos haverá poucas ‘sobras’, sendo fácil encontrar adotantes para os poucos abandonados. 

B - “
Postos veterinários de proteção aos animais”, Apenas um veterinário e um auxiliar. Um posto simples para cada 25 mil habitantes humanos do município. Fará consultas veterinárias gratuitas e múltiplas ações para evitar os maus-tratos. Será um protetor de animais profissionalizado. Fará controle permanente e eficaz em sua área, resgatando animais em situação de risco e encaminhando-os para ‘lares provisórios’ (protetores de animais, Ongs) cadastrados, para criteriosa adoção. 

C -
 Participação da comunidade através de protetores e Ongs da área, nos programas de conscientização em escolas, adoção de animais resgatados, busca de animais perdidos, etc. 

4 - Por que a Prefeitura deve executar o projeto “Postos Veterinários de Proteção aos Animais” 

A -
 Economizar dinheiro do contribuinte - Animais abandonados exigem estrutura física e de pessoal para resgate, administração, veículos, tratamento e encaminhamento para adoção, etc. Reduzindo em os resgates ao mínimo, haverá considerável diminuição de gastos e principalmente não haverá aumentos futuros, considerando as leis já existentes ou que serão em breve aprovadas em todo Brasil, proibindo os municípios matar os animais recolhidos. Redução de gastos com milhares de cães e gatos resgatados das ruas em situação de risco, mantidos por protetores autônomos em abrigos particulares. Por lei os Prefeitos devem pagar os gastos com ração, medicamentos e veterinários. Despesas com atendimento médico a humanos vítimas de acidentes envolvendo animais serão minimizadas. Redução a quase zero de despesas médico hospitalares para tratamento de Zoonoses que podem ser transmitidas por animais de rua, como leishmaniose, raiva, tuberculose, toxoplasmose, leptospirose, doenças de pele como as micoses, verminoses, entre muitas outras. 

B -
 Respeito as leis - A lei define o Prefeito como tutor legal dos animais abandonados do município, sendo legalmente responsável por suas vidas e bem estar. A esterilização é o único meio eficaz para evitar a proliferação indesejada. Em muitos municípios onde o Judiciário foi acionado, para evitar sanções legais, os Prefeitos fizeram ajustes de conduta com o Ministério Público, que necessariamente incluíram projetos de esterilizações. Autoridade legal respeita animal. 

C - 
Ética - O interminável sofrimento vivido pelos animais abandonados, frutos da crueldade de humanos sem coração nem ética, conduz o prefeito, tutor legal dos animais não domiciliados que vivem no município, a iniciativas visando minimizar tais atrocidades. A esterilização, regulando a natalidade, evita os abandonos. Os atendimentos clínicos nos postos amenizarão o sofrimento dos animais que adoecem e que de outra maneira não receberiam atendimento veterinário. Os maus tratos a animais deixarão de continuar impunes. Os programas de conscientização ajudarão a tornar nossa sociedade menos violenta. A dor é igual no homem e no animal. 

D - 
Evitar acidentes - Muitas mortes e traumas serão evitados, resultados de acidentes com animais nas ruas e rodovias. 

E - Saúde Pública – Animal abandonado tem suas defesas imunológicas diminuídas pela fome, tristeza e solidão, sendo presa fácil para inúmeras doenças, que podem transmitir a outros animais e a nós humanos. A leishmaniose é caso típico estando presente em muitas cidades, causando vítimas fatais que podem ser evitadas. Diminuindo o abandono a níveis mínimos, o projeto “postos veterinários de proteção aos animais” ameniza muito os riscos de transmissão de leishmaniose e da raiva, que é a doença de maior preocupação pública, assim como da tuberculose, toxoplasmose, leptospirose, doenças de pele como as micoses, verminoses, entre muitas outras, tornando os cidadãos muito mais protegidos, prioridade de todos os Prefeitos. 

5 - 
Quem será beneficiado 

A - Benefícios para os animais - As esterilizações diminuem muito os riscos de doenças uterinas, do sistema reprodutor e câncer de mama, etc. O cruel e bárbaro abandono será minimizado. As consultas nos postos aliviarão o sofrimento dos doentes, que atualmente não são atendidos por veterinários, padecendo sem nenhum atendimento. Os maus tratos a animais serão desestimulados pelo encaminhamento as autoridades competentes dos casos verificados. 

B -
 Benefícios para os Veterinários - Abertura de imensa área de trabalho para veterinários. A distribuição da cartilha sobre esterilização e posse responsável, aumentará consideravelmente o número de consultas nas clínicas particulares. Diminuirá o socorro gratuito prestado a animais trazidos por protetores autônomos. Aumento nas consultas. Serão feitas sugestões de encaminhamento a veterinários particulares se identificadas doenças durante as “esterilizações iniciais de ajuste”. Os projetos de conscientização aumentarão as consultas nos consultórios particulares, e principalmente terão a consciência tranquila por saber que a crueldade vivida pelos animais abandonados, a quem dedicam atenção incondicional, estará minimizada. 

C - 
Benefícios para a Prefeitura - Economia com resgate, alojamento, tratamento e encaminhamento para adoção dos animais. Gastos com a manutenção de milhares de animais nos abrigos particulares irá diminuir. Cidade mais limpa. População com menos riscos a doenças contagiosas. Visitantes voltam e recomendam cidade que trata bem o animal. 

D - 
Benefícios para o Prefeito - Aumento da credibilidade na opinião pública. Deixar marca histórica na administração. Evitar desgastes judiciais desnecessários. Consciência tranquila por saber que fez o possível para minimizar a crueldade vivida pelos animais abandonados. A população reconhece o exercício prático da ética. 

E - 
Benefícios para os Protetores de animais - O sonho mais acalentado por todos protetores é ver o fim do abandono. Será possível dar atenção digna aos abrigados. Não irão mais chorar, com o coração apertado pela compaixão e preocupação, ao resgatar mais um, mesmo sabendo que não existem mais espaço nem dinheiro em suas casas. 

F -
 Benefícios para todos - Menos violência, a crueldade com animais é incentivadora de padrões violentos. Mais saúde, com o efetivo controle de agentes que podem ser transmissores de doenças. Mais dignidade, o valor de uma cidade pode ser medido pela maneira como trata seus animais.
Fonte - Blog 'Família amigos dos animais' 

Leia o projeto completo
 - "Projeto postos veterinários de proteção aos animais"

Como você pode convencer o Prefeito a executar o projeto em sua cidade.
 - Manual como iniciar uma ‘família amigos dos animais’

Eu recebi isso por e-mail, e tomei a liberdade de postar aqui, mas acessem o Blog, leiam na íntegra o projeto, é simples, é fácil, é BOM! vai funcionar se cada um de nós que amamos os animais fizermos nossa pequena parte!
Eu ja vou dar início na minha "Família amigos dos animais".
Abraços!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Participei do Construindo um Sonho do SBT - Parte 6 - Tomando o Suco Desconhecido e Conhecendo os estúdios do SBT.


Ola pessoas!!! Voltei! Perdoem o sumiço, mas andei muito ocupada nesses dias e precisei de uns dias para me inspirar a escrever novamente.
Continuando com a história ainda no Hotel Fazenda, era raro uma visita de alguém da produção do SBT, as vezes eles telefonavam para saber se não havíamos infringido nenhuma regra... Parecíamos presidiárias marcando com um "x" num pedacinho de papel cada dia que se passava do mesmo jeitinho, passeando com os cachorros, pulando a janela com as garrafas de café com leite que ganhávamos da Dona Tereza (a cozinheira oficial) com bolo que ela fazia para nós tomarmos de café da tarde, era muito gostoso.
O que e quem nos salvou do calor foi o suco de capim santo com limão da Sandra da cozinha... Puxa... Que a Sandra seja muito abençoada, a história de vida dela é muito triste, ela devia ter uns 35 anos no máximo e nos contou que perdeu um filho de 12 anos de idade atropelado há 2 anos, e quando isso aconteceu, ela foi dar a notícia a sua mãe (avó do menino), e a mesma teve um infarto fulminante e morreu também... Ela enterrou o filho e a mãe no mesmo dia... O pai dela até hoje não conversa com ela, ele a culpa pela morte da mãe...
Mulher sofrida, mas de bom coração, trabalhadora e vendo nossa sofreguidão passando aquele calorão e podendo tomar apenas 1 garrafinha de água cada uma de nós ela nos ofereceu suco de capim santo com limão. Nós não sabíamos o que era capim santo, mas na atual conjuntura tomar mato era melhor do que morrer de sede.
Gente! que suco maravilhoso! capim santo era erva cidreira de capim, e lá isso tinha pra todo lado, ela batia a erva cidreira com limão e açúcar no liquidificador e Voilà criava o suco mais refrescante que já tomei... Ficamos fãs, era suco de capim todo dia! rsrs.
A Milene era a recepcionista do segundo turno e o apartamento dela era ao lado do nosso, ela dormia lá quase sempre, mas ela não era obrigada a dormir, podia sair ou ir para casa dela quando quisesse. Jovem, bonita, ela passeava sempre que podia e quando ficava minha mãe e ela batiam muito papo e fumavam como caiporas (eca!).
Um belo dia a Ivonete, produtora do programa também, e a que mais mantinha contato conosco ligou nos avisando que iríamos aos estúdios do SBT no dia seguinte, e assim foi.
Logo cedo havia um carro do SBT nos esperando e seguimos direto para Osasco.
Chegando lá, nós três parecíamos crianças, olhando todo aquele espaço onde são feitas aquelas gincanas do SBT, achamos que iríamos ver o Silvio Santos, a Eliana, ah! mera ilusão. Assim que colocamos os pés fora do carro já fomos levadas diretamente para um camarim, e quando entramos vimos o que parecia uma miragem: bandejas com refrigerantes, sanduíches naturais, sucos, frutas como ameixas, uvas, maçãs.... nossa! parecíamos "mortas de fome" pois desde que estávamos no Hotel Fazenda nunca mais tínhamos visto frutas, tudo aquilo... Mas nossa alegria durou pouco, como citei em um ou mais de um dos capítulos anteriores a equipe de produção toda (falando de um modo geral) eles são totalmente desorganizados, afoitos, grosseiros, e muito, mas muito apressados, parece que estão o tempo todo sob pressão e descontam na gente.
Mal colocamos algo na boca, já chegou a Ivonete com as figurinistas e camareiras para que trocássemos de roupas, tínhamos que colocar o "uniforme" do programa. Tudo bem, trocamos de roupa e novamente quando íamos comer nos levaram para arrumar o cabelo e fazer maquiagem.
Vocês pensam que lá melhorou o tratamento? que nada! não lavaram nossos cabelos, fizeram escova em nós três com o cabelo do jeito que estava mesmo, ninguém nem perguntou nosso nome, era como se nem estivéssemos ali, e eles como máquinas de trabalhar em nossos rostos, para nos maquiarem, no final das contas, minha vó que nunca gostou de alisar o cabelo não se via no espelho e não sabia o que estavam fazendo, porque eles não tiveram a capacidade de elevar a cadeira dela para que ela se visse no espelho, e por fim, quando ela viu o "horror" que havia ficado de escova ela queria ir embora, disse que não ia entrar no palco, foi um sufoco para convencê-la (e ficou feio mesmo - total descaso e humilhação).
Lá no estúdio um frio de lascar, é ar condicionado para todos os lados, a temperatura tem que ficar baixa, eu não lembro ao certo, mas devia estar entre 16 e 17 graus lá onde fizemos as provas para ganhar os prêmios.
Para não dizer que eles são terroristas, eles nos deixaram ver quais as provas que íamos realizar, o pessoal mais simples, do serviço bruto, de organizar o cenário, som e iluminação foram muito bacanas conosco, e conhecemos também o moço do setor de cartas, que leu nossa carta e a escolheu.
Na hora das provas eles torciam muito por nós, e conseguimos ganhar todos os prêmios.
Só consegui um autógrafo do Celso Portiolli nessa hora, antes que ele voltasse para o camarim, e foi muito rápido. Muita gente nos pergunta como ele é pessoalmente e se desse tempo de ter mais contato com ele eu poderia descrever melhor, mas as aparições dele são só nas gravações e ele some sem dar vestígios nem se despede.
Ele é alto, tem os cabelos pretos, olhos castanhos, pele bem branquinha como pêssego e usa muita maquiagem... rsrs.
Depois das provas voltamos para o camarim e dessa vez pensamos que íamos comer! Não, não e não! la veio a Ivonete com as figurinistas e camareiras para que tirássemos os uniformes e experimentássemos as roupas que a Ivonete tinha comprado para nós usarmos na entrega da casa.
Nunca vi tanto mau gosto em toda minha vida! minha mãe concordou e minha avó dessa escapou, pois tinha levado uma roupinha que eles acharam que era boa para ela vestir na entrega da casa.
Para mim ela deu um sapatinho scarpin boneca bege (esse era bonitinho) com uma calça saruel preta e uma camisa cor de rosa que parecia camisa de força, sério mesmo!
Gente, gosto é gosto e eu "odeio" calça saruel, eu acho muito feia mesmo, eu não ia usar aquilo e como meu saco já estava cheio e eu estava com fome, eu dessa vez desabafei, disse que não ia usar aquilo, que a calça era horrorosa, que eu não gostava que ficou horrível em mim (e ficou mesmo, eu já sou baixinha ainda me colocam uma calça saruel com aquele cavalo lá no joelho, eu parecia um anão!) E ela discutia comigo, dizendo que era para eu estar feliz, porque eu ia ganhar uma casa, que era para usar só no dia....
Ah! claro, euzinha em rede nacional vestida como uma louca de hospício ia ficar com cara de feliz? eu disse isso para ela, disse também que era óbvio que eu não ia ficar feliz usando aquelas roupas e o clima entre a gente esquentou, foi quando minha mãe viu que eu ia literalmente pular no pescoço dela e intercedeu, trocou a roupa dela com a minha, mas mesmo assim mau gosto é mau gosto, a roupa da minha mãe era menos feia, e ficou grande para mim, pois minha mãe e mais alta que eu... A Ivonete disse que ficou muito triste, que comprou com tanto carinho as roupas, que se preocupou com cada detalhe... sei disso... preocupação seria perguntar nosso gosto, e nossa numeração no mínimo!... depois da briga ela até se desculpou porque viu que passou da conta batendo boca comigo. (nunca me deixe com fome, eu me transformo, imagina passando fome a mais de uma semana...)
Aff... mas vai, vamos comer? NÃOOOOOOOO! logo após a saída das pessoas no camarim já veio a Ivonete nos chamando para ir embora... Ah! era demais né, tudo aquilo pra gente só olhar? que crueldade, aquilo era desumano!, pois não me fiz de rogada, peguei tudinho que podia, coloquei dentro da blusa, e dentro das blusas da minha mãe e da minha vó e levamos tudo pro Hotel Fazenda.
Só para matar a curiosidade, nem eu nem minha mãe usamos as roupas que eles nos entregaram, rsrsrsr
Ainda tem muuuiiito mais dessa desventura.... até a próxima.
Abraços.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Preciso de Opiniões

Queridas amigas e amigos também, rs, preciso da opinião de voces.
Eu amo tanto os assuntos sobre casamentos, que sigo vários blogs que falam sobre isso.
Meu casamento ainda é vivo dentro de mim, penso nele todos os dias! e vou me casar denovo com meu marido de tanto que gostei! que resolvi criar um Blog sobre casamentos, mas será que dou conta de escrever nos dois blogs? e por onde começar?
Porque aqui no Barato da Vida eu escrevo sobre tudo que dá vontade, compartilho com voces meu cotidiano, minha paixão pela nautreza e os animais em geral, meu trabalho e aventuras, rs.
O de casamento seria específico, também gostaria de prestar assistência, pois fiz curso de  Cerimonial e Protocolo de Eventos no SENAC e sou Técnica em Contabilidade.
Crio ou não crio?
Conto com vocês
Abraços.

domingo, 6 de novembro de 2011

Gesto Maravilhoso!

No dia de São Francisco de Assis, na Itália, Padre Tomaz faz um gesto simbólico que comoveu o mundo!
Que bom seria se todos os seres "Humanos" entendessem o significado disso... 
 

Que gesto lindo!

Amigos, eu insisto em dizer que "Deus deixou os animais para nossa companhia e alegria", são seres que dependem de nós para sobreviver e que pagam com amor, gratidão, e proteção todo gesto simples como de colocar um pote com água limpa, de colocar no chão uma caixa de papelão, ou uma blusa velha que não use mais para que ele possa dormir e apenas 1 vez, uma única vez ao dia uma refeição, seja ela qual for, um prato com restos de comida, ou uma porção de ração, pode ser aquela mais barata do mercado mesmo... Mas ele será eternamente grato. Não há fidelidade no mundo que se compare ao amor de um cão pelo dono, por isso ele também sente saudade, fica deprimido com a ausência de quem ele tanto ama.
O abandono é para um cão um castigo, ele julga ter feito algo para ter sido "jogado fora", e estará sempre disposto a aprender para não sofrer.
Não façamos "vista grossa" para crueldade que nossos amigos sofrem por aí, denunciem maus-tratos, isso dá até prisão para o autor das crueldades, procurem a policia, façam B.O. Se o problema está em escala municipal denunciem ao Ministério Público, ele quem nos defende, o Ministério Público é quem olha pela sociedade, pela coletividade e fotografe tudo que achar que é necessário! existe um Órgão em SP que multa as cidades que não cumprem com a lei de proteção aos animais, mas eles precisam de denúncias e fotos.
Qualquer dúvida, me enviem comentários perguntas que eu oriento no que puder e no que não puder buscamos pessoas que possam nos ajudar!

Para voces amigas(os) que como eu somos apaixonados por todos os animais!

"A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados."
Mahatma Gandhi

Abraços.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Mais dos Peixes...

Galera... hoje os alunos voltaram as aulas, depois do feriadão do funcionário público.
Voces não imaginam o que ouvi de histórias dos peixes....
Tinha alunos com a cara toda inchada de tanto chorar porque o peixe morreu, teve aluno que colocou o peixe atrás da geladeira para ver se com a temperatura mais elevada lá atrás a água esquentava e  o peixe não morria, mas morreu... Teve aluno que matou o peixe de tanto comer, era para dar apenas 5 bolinhas de ração por dia para o peixe e deram 25 bolinhas por dia... Outro colocou água da torneira e o peixe morreu intoxicado com cloro... Teve um que colocou água quente no aquário e matou o peixe cozido, e esse último para mim foi o pior... Colocou o aquário com peixe e tudo no microondas para esquentar...
Foram muitas histórias, uma mais trágica que a outra... Isso só comprovou o que ja falei no post anterior, e agora vou falar com todas as palavras mesmo.
A colaboradora jogou dinheiro literalmente no lixo! foi a maior mérda que ela poderia ter feito para as crianças.
Os peixes que não morreram estão moribundos...
Teve uma mãe de aluno que conversou comigo e disse que não achou isso nada bom... O filho dela colocou até nome no peixe....
As crianças até precisam sim aprender como lidar com "a perda", com a "morte" para ser mais clara, mas não precisava ser provocada... Teve criança que nem foi a aula porque está com febre por causa do danado do peixe...
A colaboradora foi adorada pela criançada, da bem pra perceber que ela gosta de ser "reconhecida", o pecado da "vaidade" está bem presente ali...
Mas sacrificar 700 peixes e deixar 590 crianças frustradas não foi nada legal...
Foi isso galera.
Até a próxima.
Abraços.

Participei do Construindo um Sonho do SBT - Parte 5 - Gastando o que Não Tínhamos

Oi gente, desculpe a demora em postar sobre isso, mas é difícil para mim reviver essa experiência... Mas vamos lá, bola pra frente e voces precisam saber o que se passa atras das cameras de televisão.
Terminei a parte 4 deste post contando que chegamos ao Hotel Fazenda Green Gold em Itatiba quase meia noite, e fomos muito bem recepcionados por 3 pessoas da equipe que lá trabalhavam e nos esperaram com um jantar muito bonito mas não muito gostoso, muito pesado e muito temperado. O produtor Mello do SBT (o nada gentil) jantou conosco e de sua forma ríspida conversou conosco dizendo que íamos ficar ali, não era para sairmos de jeito nenhum, para nada, o que precisássemos era para pedir para a administração do Hotel, não era para recebermos ligações, nem fazermos nehuma ligação para não ter contato nenhum com quem ficou em nossa cidade. Avisou também que aos finais de semana iam retirar a tv do nosso quarto para que não pudéssemos assistir ao programa. Falou também que nós três teríamos direito a café da manhã, almoço e jantar  e três garrafinhas de água por dia. Nos entregou R$50,00 para cada uma, dizendo que era para necessidades.
Até aí tudo bem, instruções... e foi embora.
O Hotel Fazenda Green Gold é muito bonito, e a noite quando chegamos, não dava para ver direito os detalhes, estávamos cansadas, estressadas, eu me sentia muito mal, parecia que eu não queria estar ali, que estava arrependida, eu surtei! começei a chorar, e não tinha mais para onde voltar, e sensação é horrível!
Na primeira noite nos deixaram num quarto bem pequenininho, nós 5 (não se esqueçam que Graças a Deus levamos os 2 cachorros), o quarto era numa subida, longe do restaurante e da área de lazer, muito quente, o ar condicionado não funcionava direito, soltava um cheiro de bolor insuportável, um banheirinho minusculo com cortininha de plástico, e muitos pernilongos....
a primeira noite ninguém dormiu, só os cachorros.
O 1º dia fomos apresentados a equipe do Hotel Fazenda, uma equipe de apenas 10 pessoas, e eles nos acolheram muito bem, foram muito atenciosos, acabamos ficando amigos.
Eram apenas 10 funcionários e nós os únicos hóspedes... Sabem porque? O Hotel Fazenda estava falindo... todo abandonado, tudo era muito precário, móveis extremamente velhos, na área de lazer havia mesa de pingue pongue, mas não havia raquetes, tinha sinuca mas não tinha tacos, a piscina era a única coisa que funcionava, mas nem chegamos perto dela nos 19 dias que ficamos lá, ninguém sabia nadar e temos medo, perdi um tio afogado...
Minha avó passou mal no 1º dia pois não aguentava o calor e se deslocar do quarto até o restaurante era muito sofrido para ela (portadora de necessidades especiais e com capacidade respiratória de apenas 20%). Foi então que a Administradora do Hotel, Dona Zilma, nos transferiu de quarto, que benção!!! um quarto melhor, mais fresco, com ventiladores no teto e bem pertinho do restaurante. Nesse quarto tinha guarda roupa embutido, com as portas quebradas, mas deu para arrumarmos nossas coisas, ao invés de deixá-las nas malas como no quarto de cima, tinha também uma espécie de varanda e um saguão onde podíamos soltar os cães um pouquinho, eles ficavam conosco o tempo todo, pois não foram acostumados soltos, era o tempo todo na guia com a gente ou presos dentro do quarto. Nossos cachorros são educados nunca fazem as necessidades dentro de casa ou do quarto, eles esperavam sair para fazer o que precisavam.
Tinha também um frigobar, mas a tv não funcionava... só chuvisco... nenhum canal pagava.
Minha avó gostava muito de ficar na varanda na parte da frente rezando, eu e minha mãe passeávamos com os cães a todo momento pois não tinha o que se fazer lá, os cachorros acabaram sendo nossa distração. Quando chovia, tinham várias goteiras em nosso quarto, mas panos de chão era suficientes para conter a água. 
Fizemos questão de cuidar da limpeza e higiene de nosso quarto, isso nos ocupava o tempo e não ficavamos constrangidas, afinal de contas, os cachorros dormiam conosco no quarto. Nossa roupa e roupa de cama também era por nossa conta, ficamos tão amigas dos funcionários que tínhamos livre acesso a precária lavanderia do Hotel, usávamos as máquinas, passávamos as roupas e assim fizemos. A janela que dava para a lateral da varanda facilitou muito nossa vida, era só pular a janela e não tínhamos que "driblar" os cães para sair e entrar pela porta, tudo era passado pela janela, rsrsrssr.
Um caloooorrrr que voces não fazem idéia! apenas 1 garrafinha de água para cada uma de nós era muito pouco.
A nossa alimentação ficou por conta da minha mãe e seu maravilhoso cartão de crédito... Guardamos o dinheiro que recebemos para uma emergência. Pois é... não tinha o que comer por lá... A comida era pouca, isso quando não estragada... 
Teve uma noite em que Wellington, o garçon, cozinheiro, jardineiro, e faz tudo, pois lá todos faziam de tudo, foi pescar um peixe no lago do Hotel para fazer de mistura para nós pois eles não tinham o que servir...
Uma das comidas estragadas fez um mal imenso a minha avó que teve uma desinteria e emagreceu uns 2 kilos em 2 dias... Eu estava em plena dieta alimentar rígida para sarar de uma hérnia de hiato, esofagite de refluxo e pangastrite, não podia comer nada com gordura, nada ácido, e lá o pouco que era servido fora a batata frita de todos os dias era muito apimentado, muito gorduroso...
Como estávamos com fome e com necessidade de algumas coisas, minha mãe pediu para Dona Zilma Administradora que a levasse no super mercado. E lá fomos nós três para as compras, minha vó não quis ir, ficou com medo que alguém do SBT fosse lá e não encontrasse a gente.
No super mercado compramos pão sovado, bisnaguinhas, danones e danoninhos,  bolachas, sucos de saquinho, requeijão, leite em pó, nescau, queijo branco, yacult, revistas, palavras cruzadas, salgadinhos e mais algumas coisas que eu não me recordo, só sei que a compra ficou em R$360,00.
Voltamos abastecidas, agora sim tínhamos o que comer e o que fazer, ler, preencher palavras cruzadas.
No primeiro final de semana no Hotel recebemos um presente, conhecemos as 3 netas de Dona Zilma, as crianças alegraram nossas vidas, meninas lindas e educadas, meigas e muito companheiras, a Monique (Mô), a Eduarda (Duda) e a Katiucia (Fu), elas não tinham aparecido antes pois durante a semana iam para escola, mas nos 3 finais de semana que passamos lá elas foram nossas companheiras.
Ah! o SBT? ninguém aparecia lá, era raro uma ligação, só os motoristas que iam buscar minha avó para levá-la até São Paulo para ir ao dentista e trazê-la de volta. As vezes eu ia de acompanhante, as vezes ia minha mãe, era cansativo, horas de viagem, e muitas horas sem comer nada...
A dona do Hotel Fazenda era uma mulher muito mal educada, achava que estava fazendo um favor para nós e nem nos cumprimentava, muito arrogante.
Fizemos outra amizade lá, conhecemos um Oficial de Justiça que pela menos 1 vez por semana ia lá... Mas coitado sempre perdia a viagem ele nunca conseguia falar com dona do Hotel, ela nunca estava... não sei porque...
Os funcionários nos contaram que tudo no hotel estava penhorado, e que pelo andar da carroagem não ia demorar muito a fechar as portas...
Não era a toa, se não fosse minha mãe brigar, íamos dormir sózinhas naquele breu, no meio do mato e do nada sem ninguém! Não tinha vigia, não tinha recepcionista noturno, não tinha absolutamente ninguém, e se precisássemos de alguma coisa? minha avó cardíaca, hiper-tensa, com apenas 20% da capacidade respiratória, naquele calor, se acontecesse alguma emergencia o que faríamos? Sem telefone, sem alguém para chamar? Minha mãe disse que se não ficasse alguém conosco nós íamos embora! Dái que o Alex, porteiro, passou a dormir no apartamento ao lado do nosso todas as noites.
Se não fosse isso estaríamos ao Deus dará....
São muitos detalhes e para não ficar cansativo, conto mais no próximo e prometo ser breve dessa vez!
Abraços.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Para rir um pouquinho

Espero não ficar repetitiva, mas essa do gatinho foi ótima! rsrsrsrsrs


Para voces amigas(os) que como eu somos apaixonados por todos os animais!

"A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados."
Mahatma Gandhi


Abraços.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

"A Perda" do Peixinho

Gente, só entrei para dizer que apesar de todo esforço, de toda dedicação, meu peixinho não resistiu e morreu... Agora ele está vivendo no mar do céu dos peixes.
Obrigada por todo pensamento positivo e torcida!
Abraços.
Mell.

domingo, 30 de outubro de 2011

Peixes para Criançada - Sim ou Não?

Olá amigos e amigas.
Resolvi compartilhar essa história com voces pois estou muito triste.
Como sabem, trabalho numa escola de ensino fundamental, de 1º a 5º ano, crianças de 6 a 11 anos e nesta quarta-feira passada, dia 26 de outubro, uma colaboradora da escola comprou (eu acho) aproximadamente uns 700 peixes Betta (peixe de briga) aquele que vive sózinho no aquário para dar de presente para as crianças. É obvio que a criançada ficou em "polvorosa", numa felicidade só, por causa dos peixinhos.
A entrega dos peixes foi na quinta-feira dia 27/10 após o horário de aula, ou seja, a tarde, pois lá é uma escola que funciona em período integral. Algumas crianças ganharam os peixes ja no aquário, e outras levaram em saquinhos.
Como sobraram mais de 100 peixes pois temos 590 crianças, a colaboradora começou a distribuir os peixes para nós funcionários. A ideia na hora me pareceu estranha, mas legal, a intenção dela foi boa, mas eu não tive uma boa experiência com peixes no passado, então não queria um para mim, mas acabei me deixando levar pelo sentimento de entusiasmo de todos e peguei  um para mim e muitos peixes foram "rejeitados" também, e pareciam cansados, esgotados... Tanto que acabei trazendo 2 para casa pois uma colega de trabalho me deu o dela...
De sexta para sábado eles aparentemente estavam bem, comprei aquários adequados, coloquei a água mineral natural, segui a risca o manual de instruções do peixe... Mas confesso que não sei cuidar de peixes... Daí vim ao Google e fiz pesquisas;  se vou ter o bicho, tenho que saber mais sobre ele..
No sábado próximo da hora do almoço percebi que um dos peixes estava estranho, com uma espécie de peĺicula aveludada branca que cobria seu dorso, ja de cara saquei que aquilo não era bom, e pedi para minha mãe ir comprar um remédio. Minha mãe foi e na loja e - Pasmem! o Dono da loja não quis vender para minha mãe o remédio dizendo que esse peixe é muito chato de cuidar e que era só colocar "sal" na água. Acreditamos ué! ele trabalha com isso!! colocamos o sal na água e a peixinha (esqueci de mencionar- era fêmea) só piorava. Precisei viajar e domingo pela manhã minha mãe me ligou que ela amanheceu toda coberta por aquela espécio de veludo, aquela "gosma" e morta... Minha mãe ainda me contou que tentou de tudo que podia e que estava ao seu alcançe, ligou para o veterinário, tentou o bicarbonato de sódio, trocou a água, mornou na temperatura certa, mas não deu....
Voltei de viagem agora pouco, trazendo correndo na mala, remédios fungicidas, bactericidas e para parasitas porque o outro peixinho também está apresentando os mesmos sintomas... ele ta muito mal gente, e eu to péssima....
Olha ele ali, de lado no aquário... parece que está morto, mas não está

Esse "esbranquiçado" na cauda dele é a doença
Eu fiquei pensando... "Se meus peixes estão doentes, é muito provável que os peixes das crianças também estejam". 
Ja imaginaram a decepção das crianças, a tristeza? 
Acho que a colaboradora fez uma "caca" gigantesca, pra não dizer outra coisa, do tamanho de um trem... Se a inteção dela foi fazer com que as crianças aprendam a lidar com "a perda" desde cedo, nisso ela acertou!
Ele ta vivo, respirando com muita dificuldade.

Estou fazendo tudo o que posso por ele, de 7 em 7 minutos pego ele com uma colher plástica esterelizada e subo ele até a superfície para ele oxigenar, a água ja está com os remédios, e se depender de cuidados ele vai sobreviver... 
Mas e as crianças que não tem esse cuidado todo, ou não tem nem dinheiro para comprar os remédios? na nossa escola a maioria das crianças são de baixa renda...
Por isso o título do meu post... Peixes para criançada, sim ou não?
Na minha opinião, chocolate, brinquedos, sei lá, teria sido melhor aplicado...
Torçam por meu peixinho!
Abraços.
Mell.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Bullying - Na minha época era "Sarro"

Eu sempre tive um nariz enormeeeee, grande mesmo, feio e desproporcional ao meu tamanho, pois sou pequenininha (1,50), magrinha (40 kg), rosto fininho tipo oval e o danado do nariz gigante era o primeiro a ser notado.
Na escola eu sofri muito com isso, eu era o motivo da chacota da sala, dos colegas e dos alunos de outras turmas também... não era fácil não... Ninguém queria ser amiga(o) da nariguda, duende, e o que mais me incomodava, pinóquia! aquilo era o fim para mim, pois aprendi desde pequena o valor da verdade.
Eu sempre tive os cabelos longos para disfarçar o nariz, nunca cortava, andava sempre de cabeça baixa para não ser notada e chorava muito ao ser ofendida. Foto? eu quase não tinha fotos, eu morria de vergonha, fugia de câmeras... Eu pedia muito para minha maẽ para fazer cirurgia, mas minha mãe nunca deixou e esse pedidos começaram aos 11 anos; ela achava que era muito cedo para cirurgia, e sempre teve muito medo de qualquer procedimento cirúrgico, então não adiantou nada pedir, nem na adolescência. A única coisa que minha mãe fazia era me defender (eu - filha única), ela colocava medo em qualquer um, muito brava híper protetora, ia na escola a cada pedido ou telefonema meu.
Quando adulta aprendi de certa forma a conviver com esse desconforto de ter o nariz grande, mas nunca me conformei, e mantive minha decisão de operá-lo.
As ofensas e os "sarros" da infância e da adolescência me transformaram numa adulta insegura e extremamente tímida, tanto que tive de entrar em aulas de teatro aos 17 anos para poder começar a interagir com outras pessoas, pois até os 17 anos eu não fazia nem trabalhos escolares em grupo.
O teatro foi muito bom para mim, mas até lá tive problemas com o nariz, ensaiava as peças, mas não queria subir ao palco para apresentá-las de vergonha. Com ajuda psicológica superei esse obstáculo.
Desenvolvi outras "habilidades" digamos assim, para poder me relacionar com outras pessoas, eu usava muito o telefone para conversar com amiga(os) pois assim não mostrava o rosto, quando surgiu o primeiro celular pedi a minha mãe que comprasse um para mim, entrei na escola de informática assim que os computadores foram lançados para aulas, aprendi  o DOS, rsrsrsrsr, e com isso fiquei ótima em comunicação, oratória, e a tão conhecida "Lábia".
Assim ficava mais segura quando as pessoas a me conheciam pela minha inteligência, pelo meu jeito de ser, do que pela aparência.
O bullying, na época não tinha esse nome, e as pessoas não se importavam se as crianças ofendiam as outras, isso era brincadeira, sarro, e não se tomava nenhuma providência. Minha mãe não deixava passar, mas ela era apenas 1 entre 1000 mães...
Isso me privou de uma infância mais gostosa, de ter liberdade de conviver com outras crianças,    e crianças quando querem são más... e como...
Nem por isso, entrei na escola e atirei nelas... não virei seguidora da Al Qaeda, não fiz planos maquiavélicos, eu simplesmente aprendi com as provocações e desenvolver a paciência, a compreensão, o perdão, é dificil? sim, é! principalmente para uma criança, mas eu cresci e aos meus 31 anos consegui juntar o dinheiro que precisava, e fiz a tão sonhada rinoseptoplastia... pois eu jurei que não me casava com aquele narigão horroroso! rsrsrsr
Não tenho fotos de criança, nem de adolescente, as poucas que eu tinha, não voltaram do Construindo um Sonho... então vou colocar as mais recentes.

Foto para a cirurgia... horrível...

Foto 4 meses depois da cirurgia (ainda com um certo inchaço) e ao redor dos olhos esverdeados por conta dos hematomas.
Agora depois de 8 meses meu cirurgião disse que ainda faltam uns "retoques", mas estou muito satisfeita, logo logo vou colocar um post sobre rinoseptoplastia e como foi minha experiência em detalhes nessa etapa da minha vida.
Abraços.